Diversidade

Postado sábado, 19 de junho de 2010 por Fred em Marcadores:
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A Copa do Mundo começou, e como Brasília é a capital do país, cheia de embaixadas, consulados, colônias estrangeiras, para cada jogo que se assiste, tem sempre alguma voz gritando "gol" ou aquele famoso "uuuuuh!" quando as coisas não estão indo muito bem. Outro dia, assistindo jogo dos Estados Unidos, que nunca teve tradição no soccer, ouviam-se gritos de incentivo entre os prédios na quadra, e comemoração dos gols. Tá certo que foguetório foi só pelo título dos Lakers, mas aquilo me intrigou. A mesma coisa no jogo da Alemanha, xingamentos afloravam por entre os blocos (ou será que eram palavras amáveis? Difícil dizer, era tudo em alemão!). Agora, uma coisa que ninguém merece é ter vizinho argentino, gritando gol na sua janela quatro vezes por jogo. Que saudade de BH, onde as comemorações futebolísticas se resumem a Atlético e Cruzeiro, ou seja, muito pouco barulho por nada.

O que comemorar nos 50 anos da Capital?

Postado quinta-feira, 22 de abril de 2010 por Mariana Pimenta em
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Lula defende que os brasilienses têm que comemorar os 50 anos de Brasília

"O significado de Brasília como capital não pode ser confundido com os administradores que cometeram absurdos.

O povo de Brasília tem que comemorar. O significado de Brasília como capital não pode ser confundido com os administradores que cometeram absurdos. Muitas vezes os erros são cometidos porque as pessoas acham que são impunes. Brasília, de um lado, tem que estar de luto, porque aconteceu essa barbaridade, mas, ao mesmo tempo, tem que ter orgulho. É uma cidade extraordinária, que tem crescido muito acima do que foi previsto por Niemeyer e JK. Cresceu um pouco desordenada, acho que houve irresponsabilidade em alguns momentos. Brasília é isso, tem um lado humano, o Plano Piloto, o centro das cidades satélites, e o lado desumano daqueles que vivem no Entorno em situações adversas. Ainda assim, acho que o povo tem que comemorar porque foi uma epopeia o nosso Juscelino cumprir e ter coragem de fazer uma coisa pensada em 1823. Não era fácil tirar a capital do Rio de Janeiro. "

Os dados descritos acima foram retirados do site brasilia 50anos.

Uns mais iguais que os outros

Postado quarta-feira, 14 de abril de 2010 por Fred em Marcadores: , ,
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Semana passada pensei em publicar um post sobre o transporte público (ou a ausência dele) na Capital, e acabaria discutindo o trânsito caótico que todos temos que enfrentar todos os dias. Lendo uma matéria na internet eu comecei a entender porque é que a maioria dos brasilienses não anda de ônibus. Eu também não colocaria a minha vida todo dia na mão desses caras. E alguém por acaso poderia me dizer como é que uns caras desses ainda estão trabalhando, sendo que se fosse eu quem tivesse tanto ponto na carteira assim, era perigoso ser preso e ter a carteira apreendida fazendo cooper no Parque da Cidade?
E não adianta, o trânsito nunca vai melhorar em nenhuma cidade do mundo onde haja mais carro na rua do que gente, não importa o tamanho do viaduto, não importa a "maravilhosa" ideia das "tesourinhas" (que nome esdrúxulo) pra evitar semáforos, o que importa é o nouveau-riche avarento que vai lá na concessionária e compra um carro pra esposa, um pra filha, um pro filho (que nem tem 18 anos ainda, mas tem que aproveitar o IPI reduzido, porque quando ele for pra faculdade na Asa Norte e tiver que voltar pra casa em Águas Claras, não tem metrô nem ônibus que atenda), e se o Totó desse altura, um pra ele também...
Da mesma maneira não vai melhorar enquanto a lei de Gerson vigorar nas vias de tráfego, é gente te cortando pelo acostamento e você deixando passar, é gente parando em fila dupla nas comerciais e você parando atrás dizendo "é rapidinho", é motoqueiro passando rasgando seu retrovisor porque os pardais são gulosos e só enxergam os grandes, e por aí vai.
Enfim, se o mundo vai mesmo acabar em 2012, já estão fazendo bolão pra apostar se o trânsito de Brasília vai acabar antes ou depois. A aposta no "depois" tá pagando 20 pra 1...

Metrô: solução ou ilusão?

Postado segunda-feira, 12 de abril de 2010 por André Esteves em
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Quem não acompanhou o desenrolar da greve dos metroviários?
A princípio eles queriam um aumento salarial simbólico de 120%, mais benefícios. Mas como os metroviários são muito compreensivos e preocupados com a população, aceitaram uma proposta mais modesta que o governo ofereceu à eles, que foi um reajuste salarial de 19,4%, tíquete-alimentação no valor diário de R$ 26,90, (R$ 591 ao mês), auxílio-creche de R$ 150, auxílio-saúde de R$ 146 em julho e R$ 161 em novembro, 180 dias de licença maternidade e abono dos pontos dos dias em greve.
Com todos esses benefícios concedidos, teoricamente as atividades do metrô estariam funcionando a todo vapor e da melhor forma possível, certo?
Teoricamente sim, mas um fato curioso aconteceu hoje pela manhã na estação de Ceilândia Norte, onde um trem saiu dos trilhos, causando transtornos e atrasos para os brasilienses.
Agora eu me questiono, o porque disso? O porque da super-lotação no metrô, o porque da demora entre um trem e outro, sendo que o governo investe milhões na melhoria desse transporte público. E porque ao invés de dar este aumento simbólico aos metroviários, não investe na melhoria do Metrô?

Os dados descritos acima foram retirados do site do correio brasiliense.

Pra não dizer que não falei de flores...

Postado sábado, 10 de abril de 2010 por Fred em
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Eu sei que já comecei pessimista, mas Baudelaire também era. E pra não dizer que só vou apontar o lado ruim da cidade, relato aqui uma história de salvação.
Em meados de março perdi meu pendrive num laboratório do UniCEUB. Ficou lá, espetado numa máquina, depois de uma aula. No dia seguinte procurei nos achados & perdidos, e até com o pessoal da secretaria, que abriu o laboratório pra eu ver se ele ainda estava lá. Não estava. O problema nem é material, porque pelo preço que se paga num pendrive hoje em dia era a coisa mais fácil. O problema era o conteúdo. Fotos, documentos, e até um kit de sobrevivência daqueles que não tem acesso de administrador em seu ambiente de trabalho (aplicações portáteis!).
Claro que alguém tinha visto, pensou "que trouxa", embolsou o bichinho e foi embora com minhas coisas. Nessa hora a ira tomou conta.
Não é que semana passada, enquanto esperava o início da aula em frente ao mesmo laboratório, sou abordado por um aluno de outro curso:
- Você perdeu um pendrive nesse laboratório?
- Sim, perdi.
- Então vem cá que eu achei, te devolvo.
E assim foi feito. Ele tinha aberto a pasta de fotos (luxúria: ainda bem que não tem nada comprometedor), me reconheceu e me devolveu o pendrive.
A cidade tem salvação? Deixo o orgulho de lado e digo: Pode ser... Depende da vontade de muita gente, é verdade, e depende também da inveja, da avareza e da gula estarem com uma constante preguiça...

Pecados do Plano Piloto

Postado sexta-feira, 9 de abril de 2010 por Diego Henrique Aharon Yosef Figueirdo em
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Correio ouviu especialistas e líderes comunitários para traçar uma radiografia das principais agressões à qualidade de vida da capital. Proposta do governo para conter distorções ao plano original da cidade é unir vários órgãos em torno da Secretaria de Ordem Pública


Helena Mader - Correio Braziliense 01/03/2009

A capital planejada para ser um exemplo de organização e qualidade de vida enfrenta hoje problemas típicos de grandes — e caóticos — centros urbanos. O Plano Piloto e seu traçado idealizado pelo urbanista Lucio Costa sofrem agressões diárias que ameaçam a classificação da cidade como patrimônio da humanidade e incomodam os moradores das asas Sul e Norte. Com a ajuda de líderes comunitários, especialistas e entidades de defesa do tombamento, o Correio fez uma lista dos problemas mais graves do Plano. As reclamações vão desde barulho excessivo nos bares até o fluxo de ambulantes e a presença de camelôs nas entrequadras. Diante das irregularidades, o governo promete intensificar a fiscalização e colocar a cidade nos eixos antes da comemoração dos 50 anos de Brasília, em abril de 2010.

Um dos problemas mais antigos e mais graves são os puxadinhos e as invasões de área pública nas quadras comerciais. Em junho do ano passado, a Câmara Legislativa aprovou a Lei Complementar 766/08, que estabelece os limites e as regras para a extensão do comércio nas laterais e nos fundos. Pela legislação, os comerciantes podem ocupar até 6 metros nos fundos das lojas, mas quase nove meses depois da aprovação, a lei ainda não foi regulamentada. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) promete concluir a regulamentação até o fim de março.

O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal, classifica os puxadinhos como um dos pecados mais graves contra o tombamento. Ele conta que está preocupado com a proteção do título de patrimônio histórico de Brasília por conta das recorrentes agressões contra o Plano Piloto. “O que estamos vendo é um somatório de pequenos e grandes problemas que, juntos, podem comprometer o tombamento. A população tem orgulho desse título e todos são responsáveis por preservá-lo”, comenta Gastal.


O excesso de carros em circulação nas asas Sul e Norte é motivo constante de reclamação. Além dos engarrafamentos, a frota inchada causa falta de vagas tanto nas áreas comerciais como nas residenciais. Quem chega em casa ao fim de um dia de trabalho muitas vezes não consegue achar lugar para estacionar o carro. Diante da crescente demanda por veículos, aumentou também o número de oficinas em funcionamento na Asa Norte. Muitas desenvolvem atividades irregulares para o setor, como lanternagem e pintura, e prejudicam o comércio da região.

A administradora de Brasília, Ivelise Longhi, explica que entre as prioridades para 2009 estão a revitalização da W3 Sul, a recuperação de praças públicas e a reforma de parquinhos e quadras de esporte. “Estamos investindo muito para preparar a cidade para a comemoração dos 50 anos da cidade e para a Copa do Mundo”, explica Ivelise.

O sonho acabou...

Postado quinta-feira, 8 de abril de 2010 por Fred em Marcadores:
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E não foi na padaria. Brasília conseguiu em menos de 50 anos se tornar tão (im)popular quanto a Babilônia, quanto Sodoma e Gomorra, ou qualquer outro muquifo como esses.

JK se revira no túmulo cada vez que lê o jornal (afinal, os mortos também são formadores de opinião), e Lúcio Costa, de tanto cavar mais fundo na tumba, hoje em dia pode ser visto(?) assombrando criancinhas na China.

Será que a cidade tem salvação? Se considerarmos os pecados modernos citados aí em cima, as perspectivas não são muito animadoras...